sábado, 3 de agosto de 2013

O inverno segue...



O inverno segue. Seco.

Há 44 dias de estação de inverno, a estância anda assim: A vegetação é a típica de cerrado. Savana, gramíneas altas, árvores e arbustos esparsos de troncos retorcidos, raízes longas à procura de água no subsolo.

Nesta época as queimadas são frequentes, o que muito me preocupa. Causa maior é o infortúnio do descuido humano.Bitucas de cigarros,latinhas de alumínio ou mesmo ateando fogo propositadamente.Vandalismo.

A radiação solar é bastante intensa e em agosto podem ocorrer ventanias e redemoinhos levando as cinzas e faíscas para longe provocando novos focos de incêndios.

Devido à estiagem o solo se resseca  nas camadas superiores entre 1.5 a 2.0 metros de profundidade agravando a situação.As gramíneas tem um alto teor de combustão. E o fogo subindo  e descendo serras ninguém o contém.

Por estar localizada em regiões de planalto central, clima tropical sazonal, nestes meses de estiagem ,  devido ao inverno seco, as temperaturas podem variar, às vezes chegando a 10graus , em dias mais frios oscilando até 40 graus  pelo mês de setembro por época de  final de inverno e inicio de  primavera.

A florescência faz tristeza. O capim está amarelo e seco, os arbustos retorcidos se desfazem de suas folhagens, trocando-as.


Alternadamente, cada um na sua vez. Enquanto umas estão totalmente despidas, outras já pardas e amareladas, outros ainda verdes pré despidas ou já verdes pós despidas. O chão forrado de folhas secas e outras caindo pairando  ao sabor do vento. Sol a pino.

A presença do Ipê Caraíba (Tabebuia Áurea) de floração amarelo-ouro intenso é predominante no mês de agosto.

E coquinhos do cerrado  não identificados,  embora não fui bem sucedida depois de  muitas pesquisas. São os únicos elementos da flora que vi com exuberância nesta estação.

As atividades seguem. Contei com os serviços de “Seu Francisco”, o vizinho que mora na chácara do lado. Pedi-lhe que começasse pela mata ciliar, a retirar a vegetação rasteira  que impede o acesso ao rio.  
E a limpeza dos decks de pneus. Já se percebe a diferença. 
Com o capim andropogon que foi derrubado de dentro dos decks formou-se leiras imensas que “Seu Francisco” pensa em atear fogo em  noite de lua nova.
Alguma ciência a ver com a direção, a intensidade e a velocidade dos ventos, para que o fogo não disperse para a vegetação e chácaras vizinhas. A veredinha também foi roçada. 
O "Bosque Caminho das Águas", jardim temático da mata ciliar já se evidencia.


Fonte:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Cerrado

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