
O Sítio Roberto Burle Marx, é uma instituição cujas funções básicas ,
conservação, pesquisa e difusão de bens naturais e culturais a caracterizam, segundo conceito estabelecido
pelo Conselho Internacional de Museus – ICOM/UNESCO – como unidade museológica;
segundo sociedades internacionais de jardins botânicos e a Rede Brasileira de
Jardins Botânicos, como Jardim Botânico e, segundo a determinação de Roberto
Burle Marx, ao doá-lo em 1985 à então Fundação Nacional Pró Memória, como um
centro de estudos, no caso um Centro de Estudos de Paisagismo, Botânica e
Conservação da Natureza.
Convivendo
com a vegetação nativa, seu acervo botânico e paisagístico, que inclui cerca de
três mil e quinhentas espécies cultivadas, com ênfase em plantas tropicais
autóctones do Brasil, é, segundo a opinião de diversos especialistas do país e
do exterior, uma das mais importantes coleções de plantas vivas existentes em
todo o mundo, sendo de inestimável valor como testemunho das profundas
alterações sofridas pela natureza em nosso país.
O SRBM é hoje uma unidade especial pertencente ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), órgão do Ministério da Cultura, e está situado na Estrada Roberto Burle Marx (antiga Estrada da Barra de Guaratiba) n.º 2019, na zona oeste do município do Rio de Janeiro. Foi residência particular de Roberto Burle Marx, de 1973 até em 1994, ano da morte do mais famoso paisagista brasileiro.
O SRBM é hoje uma unidade especial pertencente ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), órgão do Ministério da Cultura, e está situado na Estrada Roberto Burle Marx (antiga Estrada da Barra de Guaratiba) n.º 2019, na zona oeste do município do Rio de Janeiro. Foi residência particular de Roberto Burle Marx, de 1973 até em 1994, ano da morte do mais famoso paisagista brasileiro.
Em 1949,
foi adquirido por Roberto Burle Marx e por seu irmão Guilherme Siegfried Marx
para abrigar uma coleção botânica. Em 1973, Burle Marx mudou-se definitivamente
para lá, onde pode acompanhar com mais constância a aclimatação e o
desenvolvimento das plantas, em grande parte obtidas por meio de freqüentes
excursões de coleta que realizou a locais de vegetação intocada no Brasil.
Muitas dessas plantas tinham comportamento completamente desconhecido e
necessitavam ser testadas antes de utilizadas em projetos de paisagismo.
Com o passar do tempo e ampliação do acervo, Burle Marx começou a imaginar uma forma de fazer com que seu esforço não se perdesse num futuro que já o preocupava. Havia na coleção muitas espécies, tão raras em seu habitat natural quanto escassas no Sítio, sendo multiplicadas para que, quando houvesse um número razoável, pudessem ser incluídas nas experiências e, talvez um dia, introduzidas no vocabulário paisagístico corrente. A oportunidade de garantir a continuidade do trabalho apareceu quando a Fundação Pró Memória (hoje IPHAN), reconhecendo o grande valor daquela obra, dispôs-se a manter o Sítio depois do desaparecimento de seu criador.
Com o passar do tempo e ampliação do acervo, Burle Marx começou a imaginar uma forma de fazer com que seu esforço não se perdesse num futuro que já o preocupava. Havia na coleção muitas espécies, tão raras em seu habitat natural quanto escassas no Sítio, sendo multiplicadas para que, quando houvesse um número razoável, pudessem ser incluídas nas experiências e, talvez um dia, introduzidas no vocabulário paisagístico corrente. A oportunidade de garantir a continuidade do trabalho apareceu quando a Fundação Pró Memória (hoje IPHAN), reconhecendo o grande valor daquela obra, dispôs-se a manter o Sítio depois do desaparecimento de seu criador.
Após a
doação ao Governo Federal, em 1985, o lugar passou a chamar-se Sítio Roberto
Burle Marx, conforme estabelecido no termo oficial.
Nesta
área, ao longo de 45 anos, Roberto Burle Marx organizou e preservou uma das
mais importantes coleções de plantas vivas do mundo, seja pela quantidade de
indivíduos, seja pela diversidade das espécies preservadas, destacando-se as
famílias das Araceae, Bromeliaceae, Cycadaceae, Heliconiaceae, Marantaceae,
Arecaceae e Velloziaceae. No acervo predominam plantas autóctones do Brasil.
Lagos, morros, nascentes, encostas, brejos, pedreiras e algumas áreas relativamente áridas abrigam esta coleção. Foram também construídos ripados ou sombrais para as plantas que necessitam de condições ambientais especiais de sub-bosque, totalizando mais ou menos 14.000m2 de área coberta por um tipo de tela de proteção especial denominada “sombrite”.
Lagos, morros, nascentes, encostas, brejos, pedreiras e algumas áreas relativamente áridas abrigam esta coleção. Foram também construídos ripados ou sombrais para as plantas que necessitam de condições ambientais especiais de sub-bosque, totalizando mais ou menos 14.000m2 de área coberta por um tipo de tela de proteção especial denominada “sombrite”.
Roberto Burle Marx dizia: “– O jardim é a natureza ordenada pelo homem e para o homem”. Tanto o jardim como a natureza possuem a dinâmica da vida e, pelo fato de que o principal acervo do SRBM é constituído de jardins, florestas preservadas e coleções de plantas, sua manutenção é bastante diferente, tanto nas ações quanto no que se refere às apreciações, avaliações e quantificações para relatórios de trabalho, daquelas de unidades museológicas de acervo inerte.
A qualidade de uma área paisagística nunca permanece constante. Pode decair, se não houver manutenção adequada, ou evoluir favoravelmente se o trabalho que ela demanda for acompanhado da compreensão do que se pretendeu alcançar e foi perseguido durante o trabalho desde o início.
As condições climáticas das latitudes em que vivemos favorecem a exuberância da vegetação. Além da torrente de plantas “clandestinas” que tenta permanentemente conquistar seu espaço, alguns indivíduos e conjuntos vegetais avolumam-se em detrimento de outros que também faziam parte da experiência paisagística original. Tudo isto é acompanhado de mudanças no microclima e na situação das disputas pelos nutrientes do solo e pela energia solar.
Roberto Burle Marx costumava nos alertar para o que ele chamava de “o imponderável” nos projetos de jardins, que tanto pode ser uma agradável surpresa, como seu oposto.
O exercício da decisão sobre o que vale a pena manter e o que precisa ser erradicado tem que ser quotidiano.
O Sítio Roberto Burle Marx está aberto à visitação pública todos os dias, menos segundas-feiras, domingos e feriados.
Fonte:
http://sitioburlemarx.blogspot.com.br/
http://sitioburlemarx.blogspot.com.br/
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