
A Ilha de Páscoa, denominada Rapa Nui ("Ilha
Grande"), é uma ilha da Polinesia, localizada no sul do oceano Pacífico, situada
a 3.700 km de distância da costa oeste do Chile e constitui a província Chilena de Ilha
de Pascoa. Famosa pelas suas enormes estátuas de pedra: Os Moais
Os Moais são estátuas esculpidas a partir das pedras do vulcão Rano Raraku, dispostas em diversos santuários. O maior deles, Paro, tem cerca de 23 metros e está inacabado.
Rano Raraku é uma cratera formada de cinzas vulcânicas localizada no Parque Nacional Rapa Nui, na Ilha de Pascoa. Foi a principal pedreira da Ilha, por 500 anos até o começo do século XVIII, e onde foi esculpida a maior parte dos famosos moais da ilha.
Espalhadas pelas estradas existem muitas estátuas, dispostas de maneira irregular, como se tivessem sido abandonadas durante o transporte. Ao longo da costa, e no interior da Ilha, estão cerca de trezentas plataformas que servem de suporte aos moais. A maior plataforma, Ahu Tongariki, suporta quinze estátuas que se encontravam tombadas e foram reerguidas em 1994 por guindaste.
Conhecidos
por suas cabeças desproporcionais, expressão enigmática e aura de mistério, os
moais aludem a ancestrais deificados através dos quais os rapanuis supunham se
comunicar espiritualmente com divindades. Distintos clãs de povoados da ilha de
Páscoa eram unidos pelo culto às estátuas.
Talhadas em tufo, uma rocha vulcânica composta de cinzas consolidadas, principalmente entre os séculos 13 e 16, as estátuas têm de cinco a sete metros de altura.
Supõem-se que quando os primeiros europeus passaram pela ilha, no século 18, os moais já estavam no chão após uma guerra entre os ilhéus.
Foram catalogados entre 900 e 1.050 moais, dos quais cerca de 40 estão de pé depois de restaurados. As estátuas foram reerguidas em seus ahus, plataformas cerimoniais e funerárias que cercaram quase toda a orla da ilha, ao longo da segunda metade do século 20.
Apesar de outros povos polinésios também terem esculpido figuras de pedra, não há nada parecido com os moais. Eles foram escavados por mestres artesãos diretamente dos paredões de rocha dentro e fora da cratera do vulcão Rano Raraku e de lá foram levados até os ahus, em locais perto da costa.
Entre
centenas de estátuas inacabadas, o moai conhecido como "El
Gigante", o maior deles, não foi finalizado (se erguido, teria 21 m).
Depois de escavados da pedra, os moais eram então transportados para a base do vulcão, onde eram esculpidos detalhes decorativos. Há moais que se mantiveram de pé nas encostas ao longo da história por terem seus corpos parcialmente enterrados no solo. Outros foram abandonados ou se quebraram no caminho. Já os pukaos, "chapéus" que adornam as cabeças de certos moais, eram forjados a partir de outro material de origem piroclástica, a avermelhada e áspera escória vulcânica. Todo o material usado na produção dos pukaos foi retirado de Puna Pau, uma pequena cratera no interior da ilha de Páscoa, único local com esse tipo de pedra, que também foi utilizada na elaboração de petróglifos. O método usado para transportar os moais é controverso e um dos mistérios da ilha, pois cada estátua pesa em média 12 toneladas. Lendas falam de sacerdotes utilizando a força espiritual do mana (poder divino) para locomovê-los um pouco a cada dia; já a tradição oral reza que os moais andavam. A teoria mais aceita é que os ilhéus usavam movimentos oscilantes e giratórios para deslocar as estátuas de pedra, da mesma forma como transportamos geladeiras. Outra versão afirma que os moais eram transportados deitados em troncos lubrificados com óleo de palma.A maior e mais impressionante plataforma restaurada, o Ahu Tongariki, fica no sudeste da ilha e tem 15 estátuas lado a lado, dentre as quais a mais pesada tem 86 toneladas.
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